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Conhecimento

O que leva uma prestadora de serviços para seguradoras a atuar com móveis: a Tempo explica

Gigante do ramo de prestação de serviços para seguros expande para o varejo de montagem de móveis e quer dobrar receita de R$ 1 bilhão em cinco anos.


Victor Marques
Victor Marques

Depende do business plan. Enquanto algumas empresas tomam o centro do palco, outras ficam nos bastidores das operações. E decididamente isso não as impede de ter faturamentos bilionários e grandes ambições. A Tempo está nesse segundo bloco. Prestadora de serviços para as seguradoras, é uma dessas companhias low profile no posicionamento, mas bem agressiva na performance — que fez alcançar o faturamento de R$ 1 bilhão. Além disso, já tem mais de 25 mil parceiros no País, 3,9 milhões de serviços prestados por ano, mais de 2,9 milhões de usuários e cerca de 2,5 mil colaboradores. E novidades no horizonte.


A empresa agora quer utilizar o conhecimento agregado pelo mercado de seguros para expandir a prestação de serviços em outro segmento, o mercado de montagem de móveis para grandes varejistas. Pode parecer estranho ver afinidade entre serviços a seguradoras e o mundo mobiliário. Não para a Tempo. “Nosso sucesso de expandir serviços de assistências nos aproximou do varejo, que tem um balcão muito forte para essas atividade”, disse à DINHEIRO João Carlos Armesto, vice-presidente Comercial e de Marketing da companhia.


Para o novo projeto, que embarca novas tecnologias na empresa, foram investidos R$ 60 milhões, gerados 600 postos de trabalho diretos e mais de 5 mil indiretos, como prestadores de serviços terceirizados para a montagem dos móveis, segundo estimativas da empresa. A nova abordagem envolve riscos. Para Eduardo Tomiya, especialista em marketing e fundador da TM20 Branding, um obstáculo que a Tempo enfrenta nessa nova expansão com um grande investimento é o de stretching (extensão) da marca, que é quando a bandeira principal se utiliza da sua reputação para entrar em um novo mercado. É necessário tomar cuidado para que os novos serviços prestados não interfiram na imagem do core inicial. De toda forma, segundo o especialista, “no caso da Tempo não vejo um risco enorme nesse processo”.


Marcelo Aniza
Marcelo Aniza
“Nosso sucesso em expandir serviços de assistências nos aproximou do varejo, que tem um balcão muito forte para a atividade de montagem de móveis” João Carlos Armesto, vice-presidente da Tempo.

A nova incursão já traz parceria com a ViaVarejo. Uma vaga no processo de concorrência para prestador de serviços de montagem de móveis da varejista rendeu grandes desafios e desde então os processos das duas companhias estão em fase de integração. A solução tem tido bons resultados e o corpo executivo da Tempo decidiu lançá-la como opção para outros players do mercado de varejo de móveis. A ferramenta vai ajudar a conectar nacionalmente lojas físicas, virtuais e sites da indústria de móveis a uma rede de montadores credenciados.


PLANOS Em cinco anos, a Tempo pretende dobrar seu faturamento e alcançar R$ 2 bilhões até 2027. Para isso, o foco está na expansão da nova solução digital para varejistas, oferecendo não somente serviços de conveniência para o mercado de móveis, mas também replicando e ampliando a outras linhas. “A ideia é conseguir atender toda a cadeia de serviços com a mesma qualidade”, disse Armesto. Segundo ele, o negócio de montagem de móveis já representa 20% do faturamento da empresa, mas em um futuro próximo a expectativa é que a representatividade seja maior e ultrapasse os 40%.


Como objetivo em comum este ano, a empresa ainda pretende manter os investimentos na atividade que ainda traz a maior parte de seu faturamento, a prestação de serviço para as seguradoras, adicionando a carga de experiência trazida pelo novo negócio de montagem de móveis. Uma espécie de curva e aprendizagem invertida. Além disso, a tecnologia embarcada no novo projeto também deve ajudar a melhorar os processos e serviços dessa área. “A indústria de seguros também está crescendo e com isso vamos ser cada vez mais eficientes e competitivos”, afirmou o vice-presidente.


Fonte: IstoÉ Dinheiro

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