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Conhecimento

Multi (ex-Multilaser) multiplica o portfólio (e os resultados)

Antes chamada de Multilaser, empresa mira na diversificação de portfólio e de público.

Crédito: Leonardo Rodrigues)
Crédito: Leonardo Rodrigues

"Em 2020 e 2021, o crescimento acelerou por conta da alta demanda dos produtos de tecnologia, então nós praticamente triplicamos o faturamento em dois anos.” Alexandre Ostrowiecki CEO da Multi.


Diversificação é uma estratégia adotada por muitos para garantir mais saúde para a empresa. Seja de produtos, clientes ou abrangência geográfica. Na Multi, antiga Multilaser, esse conceito é levado para outro patamar. Com mais de 7 mil produtos em seu portfólio, o grupo atua desde a venda de motos elétricas até de máscaras cirúrgicas. Ainda que o foco maior seja em produtos de tecnologia, sendo fiel a sua formação, a empresa não tem medo de lançar novidades ao mercado. Apenas em 2021, 3 mil novos produtos foram disponibilizados aos consumidores, ajudando a fechar o ano com receita líquida de R$ 4,8 bilhões, 70% a mais que em 2020. Em 2022, a empresa encontra um cenário mais desafiador. No primeiro trimestre, a receita foi 20,6% menor que no ano anterior. Já no segundo trimestre, apresentou leve recuperação, com aumento de 3,2% na comparação a 2021. “Em 2020 e 2021, o crescimento acelerou por conta da alta demanda dos produtos de tecnologia, então nós praticamente triplicamos o faturamento em dois anos.” disse o CEO da Multi, Alexandre Ostrowiecki. “Agora o mercado já está mais desafiador”. Para superar esse cenário, a empresa investe em estrutura, com a ampliação de sua capacidade produtiva, e em marketing. O rebranding da marca conta com um investimento de R$ 100 milhões, na tentativa de se projetar mais para o público e mostrar sua abrangência.


A briga da Multi é pelo preço. Com produtos de entrada, aposta no tradicional custo-benefício para atrair seus clientes. De olho no mercado interno e externo, tem o trabalho de encontrar e desenvolver produtos que possam atrair o interesse do brasileiro e adaptá-lo, tornando-o mais acessível. Foi o que fez com aspirador robô, celulares, tablets e fones de ouvido. Nessa briga pela competitividade, diminui sua margem de lucro apostando no volume de venda e na simplificação dos dispositivos. Para combater a variação de preços dos importados, devido ao câmbio do dólar e ao frete, a estratégia da Multi também implica em aumentar a produção nacional.


Atualmente, 80% do faturamento são de produtos produzidos por aqui e está nos planos aumentar a área produtiva, com a construção de uma nova fábrica em Manaus (AM) e ampliação na planta de Extrema (MG) até o primeiro trimestre de 2023. “Esse ano nós estamos focando muito em estruturar melhor a empresa para crescimento futuro. Nós crescemos muito rápido sem investir em infraestrutura”, disse Ostrowiecki. Essa expansão inclui ainda dois novos galpões de logística, tudo com um investimento total de R$ 150 milhões, além da contratação de 1,5 mil funcionários.


Já no que tange a seu portfólio, a Multi tem entrado em novos segmentos, o que garante fôlego de crescimento para a empresa. Em 2021, adquiriu a Expet, fortalecendo a atuação no mercado pet, e em 2022, a Watts, de motos elétricas. Esse segmento de mobilidade é uma das grandes apostas da empresa. As primeiras unidades das motos chegam no próximo mês e já estão todas vendidas. As próximas já serão fabricadas em Manaus e até o segundo trimestre de 2023, quatro novos modelos devem ser apresentados, fechando a linha de motos com cinco opções. “Estou super animado que isso vai ser uma grande revolução para o País em termos de custo para os usuários, meio ambiente, poluição. Uma revolução verde positiva”, disse Ostrowiecki. O segmento de motos é o único da Multi que conta com lojas próprias. Até o final do próximo ano a expectativa é ter 40 concessionárias franqueadas, hoje são 10. Para os demais produtos, as vendas se concentram com os parceiros de varejo, e-commerce e o governo, importante comprador de computadores pessoais. Sem previsões concretas, Alexandre diz estar estudando a possibilidade de abrir lojas próprias no formato de franquias.


REBRANDING Coroando as recentes transformações, a Multi mudou sua marca. Com o nome Multilaser preso ao passado de fabricação de cartuchos de impressora, em julho veio a nova proposta e com ela um investimento de R$ 100 milhões para o desenvolvimento do logo, além das campanhas de mídia online e off-line. De acordo com Eduardo Tomiya, CEO da TM20branding, a mudança de nome acompanha uma tendência de simplificação, o que permite maior poder de comunicação, principalmente considerando um perfil de consumidores mais conectados e digitais. “É um momento de tentar desvincular de uma categoria e ampliar para uma proposta de valor maior”, disse. O que vai ao encontro com a estratégia de diversificação de portfólio, abrindo caminhos para ganhar novos públicos e continuar crescendo a empresa.


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